A história das civilizações inicia-se por volta do quarto milénio a C. no Médio Oriente com as sociedades dos vales do Tigre e Eufrates, estendendo-se pelo Próximo Oriente, Egipto, Índia e China. Culturalmente esses povos conheciam a pintura, escultura, literatura, música e arquitectura, mas não conheciam o teatro nem a filosofia. Essas manifestações nascem apenas com os gregos.
Outro aspecto que se desenvolve somente com os gregos é o desporto. Até então, os exercícios executados pelo homem eram involuntários, em busca da caça para sobrevivência.
O lema do atletismo “mais rápido, mais alto e mais forte” (“citius, altius e fortius”), representado pela trilogia correr, pular e arremessar, foi criado pelo padre Dére Didon em 1896, mas surgiu bem anteriormente, por volta de 776 a C. entre os jovens e soldados gregos, para desenvolver as habilidades físicas e criar competições.
Os gregos iniciaram o culto ao corpo e em homenagem ao deus supremo (Zeus) inauguraram os Jogos Olímpicos. Para os gregos cada idade tinha a sua própria beleza e a juventude tinha a posse de um corpo capaz de resistir a todas as formas de competição, seja na pista de corridas ou na força física. A estética, o físico e o intelecto faziam parte da sua busca da perfeição, sendo que um belo corpo era tão importante quanto uma mente brilhante.
Para aprofundar conhecimentos sobre os Jogos Olímpicos ver aqui e aqui.
As Galerias Romanas escondidas por baixo da Rua da Prata só se abrem ao público um fim-de-semana por ano e a oportunidade chega nos dias 28, 29 e 30 de Setembro. Será possível visitar construções romanas com quase 2000 anos.
As Galerias Romanas, situadas sob o cruzamento da Rua da Prata com a Rua da Conceição, em plena baixa de Lisboa, estão habitualmente inundadas. Mas há um fim-de-semana por ano em que os bombeiros retiram a água e transformam as Galerias numa exposição a céu aberto. Associando-se às comemorações das Jornadas Europeias do Património, as visitas são feitas em grupo e orientadas por técnicos do Museu da Cidade.
Descobertas em 1771, durante a reconstrução da cidade de Lisboa, na sequência do grande terramoto de 1755, o arqueólogo António Marques calcula que estas Galerias tenham sido construídas no século I.
As visitas guiadas são de entrada livre, basta aparecerem no nº 77 da Rua da Conceição na próxima sexta, sábado ou domingo entre as 10h00 e as 17h30 (horário da última entrada). Preparem-se para enfrentar longas filas de espera, pois a afluência é sempre elevada (principalmente no domingo).
A história da humanidade atravessou no século V a. C. um dos seus principais momentos de transição, momento esse coincidente com a época clássica grega, ponto importante da civilização ocidental e cujos efeitos se prolongaram até aos nossos dias.
Os antigos gregos legaram-nos uma explicação racional do mundo e do homem, a democracia como forma de governo e um cânone artístico que serviu de referência à arte europeia, desde os romanos até ao neoclassicismo, passando pelo Renascimento.
É impossível compreender a arte, a história ou a poesia dos gregos sem antes fazer uma referência aos seus antecedentes, à sua paisagem e clima, às suas montanhas e ao mar, ou seja, ao contexto que possibilitou o aparecimento de tão esplêndida civilização.
A Grécia Clássica é fruto de um longo processo cultural com etapas magníficas como as civilizações de Creta e Micenas (2100-1100 a.C).
A civilização grega deve muito também à paisagem montanhosa e pouco fértil e à presença do Mediterrâneo salpicado por centenas de ilhas. A presença do mar serve como meio de ligação entre os territórios dispersos, verdadeira via de expansão cultural cuja influência se fará sentir em locais tão distantes como a Península Ibérica.
O século VIII a. C. é considerado o ponto de partida de um período rico em acontecimentos culturais, em transformações sociais e políticas e em conflitos. É neste período, denominado Arcaico (até ao século VI a. C), que se começa a fazer sentir a importância de Esparta e de Atenas enquanto a expansão colonial favorece o crescimento do mundo grego.
O século VI a. C. constitui a etapa de consolidação do carácter grego, principalmente após o confronto com os Persas nas guerras médicas.
Entre os séculos V e IV a. C., o período Clássico, após as vitórias contra os Persas nas Batalhas de Maratona e Salamina, os gregos conseguiram um alto nível em todos os aspectos da sua cultura, e conseguiram-no, em parte, graças ao seu desenvolvimento económico.
O motor deste desenvolvimento foi o comércio marítimo que os seus marinheiros e mercadores conseguiram estender por todo o Mediterrâneo, apoiando-se nas colónias que foram estabelecendo ao longo das suas costas.
As rotas comerciais seguiram as costas do sul da Europa, comerciando com os Etruscos na Península Itálica e com os Ibéricos na Península Ibérica.
No século V a. C. (o século de Péricles), a Grécia é um mosaico de cidades-estado ou pólis, independentes. Cada uma delas era uma unidade política, social, económica e cultural autónoma e dominava um território onde se explorava a agricultura e a pecuária. A cidade e o território em seu redor constituía a pólis. Mais uma vez, a paisagem explica-nos a razão desta fragmentação territorial, pois o relevo muito acidentado dificultava as comunicações entre as populações. Atenas detinha uma posição central no mundo grego, dispondo de um excelente porto (o Pireu), o que lhe permitia dominar com os seus barcos a navegação no Egeu. Assim, Atenas transformou-se na pólis com maior desenvolvimento económico, social, político e artístico graças ao império comercial que os seus marinheiros e mercadores criaram no Mediterrâneo. Esta expansão ateniense teve muito a ver com a implantação de um sistema de governo democrático, assim como a atenção que os seus cidadãos dedicaram à arte, à filosofia, ao teatro, construindo as bases da nossa civilização ocidental. Tal expansão de Atenas e de outras pólis gregas reflecte-se na construção de magníficas obras de arte - o Partenon (terminado de construir em 432 a. C), os propileus, o Erecteion ou o templo de Atena Niké, na acrópole de Atenas, testemunham o magnífico período atravessado pela cidade. No entanto, a hegemonia ateniense foi sempre posta em causa pela sua grande rival, Esparta, confrontando-se na guerra do Peloponeso. Esta guerra provocou uma transformação do mundo clássico. A derrota de Atenas deu início a uma época de confrontos entre as diversas cidades-estado gregas (que durou durante quase todo o século IV a. C.). Este clima de instabilidade abriu a porta da conquista de todas elas pela Macedónia de Alexandre Magno. Esta conquista trouxe para a Grécia a novidade de ficar sob a governação de um único estado, formando a cabeça de um império que se estenderá pelo Egipto e todo o Oriente até à Índia. Mas este grande império durou pouco. A morte de Alexandre (332 a. C.) significou a divisão do império entre os seus generais dando lugar a vários reinos independentes. As lutas contínuas entre eles e os seus vizinhos permitirão a Roma conquistar a Grécia (século II a, C.). A partir de então, a Grécia converteu-se numa província romana. O período que vai desde a morte de Alexandre até à chegada ao poder do imperador Augusto (30 a. C), denomina-se período Helenístico. Atenas continua a conservar o seu antigo prestígio como centro cultural e artístico, ainda que vão surgindo outras cidades importantes a esse nível (Pergamo, Mileto, Rodes, Alexandria). O contacto directo e a apropriação de Roma das ideias e arte gregas, permitirá a permanência da cultura helénica que a partir de então faz parte da civilização ocidental.
A divisão da história da Grécia, abaixo, embora muito rígida e esquemática, permite destacar no tempo as principais etapas da formação e transformação da sociedade grega:
· Época Homérica: entre os anos 1100 e 800 a.C.; período em que os poemas Ilíada e Odisseia , atribuídos ao poeta Homero, teriam aparecido;
· Época Arcaica: entre os anos 800 e 500 a.C.; período de formação da cidade-Estado grega, a polis;
· Época Clássica: entre os séculos V e IV a.C.; período de consolidação da cidade-Estado (polis) e do apogeu da cultura grega;
· Época Helenística: entre os anos 336 e 146 a.C.; período de decadência da polis grega, que inclui os domínios macedónio e romano sobre a Grécia.
- As fontes primárias: remontam à época que se está a estudar. - As fontes secundárias: são trabalhos ou estudos baseados na fonte original ou primária.