Blog de HCA da turma 2P3 do Curso Profissional Técnico de Multimédia da Escola Secundária Leal da Câmara
sábado, 30 de março de 2013
quinta-feira, 21 de março de 2013
VAMOS FAZER O PONTO DA SITUAÇÃO - IDEIAS PRINCIPAIS
- Entre os séculos XI e XIV a população europeia quase duplicou, em grande parte devido à melhoria das condições climáticas e ao ambiente de paz e de segurança;
- O aumento da população fez-se a par do alargamento das áreas de cultivo e das melhorias técnicas na agricultura. Daí o aumento da produção agrícola e a diminuição dos períodos de fome;
- O comércio cresceu impulsionado pelo aumento da produção agrícola e artesanal, pela melhoria das vias de comunicação e dos transportes terrestres e marítimos;
- A par da intensificação do comércio, surgiram mercados e feiras, o que levou ao crescimento das cidades;
- O afluxo de comerciantes e artesãos aos "burgos" fez surgir um novo grupo social - a burguesia;
- O poder local da nobreza feudal e do clero enfraquece enquanto os reis, apoiando-se na burguesia, fortalecem e centralizam o seu poder político;
- A Itália, a Flandres e o Norte da Alemanha eram as regiões mais desenvolvidas da economia europeia;
- A via terrestre mais utilizada no comércio da Europa passava pelas feiras da região de Champagne (França);
- A via marítima mais importante ligava as cidades costeiras do Mediterrâneo ao Mar do Norte, por onde circulavam produtos muito diversos como especiarias e sedas do Oriente, produtos de luxo italianos, tecidos da Flandres, peles e madeiras do Norte da Europa;
- Os grandes vultos da cultura medieval eram, em geral, membros do clero;
- A poesia ocupou um lugar importante na literatura medieval (principalmente ibérica);
- As produções em prosa eram, tais como as de poesia, muito apreciadas pela nobreza (romances de cavalaria);
- Contrariamente ao que aconteceu até ao século XII, em que os mosteiros eram centros de cultura - com as suas escolas monásticas, os seus centros de estudos e produção de livros (scriptorium com respetivos copistas e bibliotecas) - cultura monástica, com a reanimação do comércio e das cidades as cortes régias e senhoriais tornaram-se mais animadas e elegantes, com saraus animados por jograis e trovadores, tornando-se nos novos centros de cultura e divulgação de cantigas de amor, de amigo e romances de cavalaria - cultura cortesã;
- É por esta altura que a Igreja inicia um processo de renovação com a criação de novas ordens religiosas (século XIII) como a dos Franciscanos e a dos Dominicanos;
- Os frades mendicantes instalaram-se nas cidades onde levavam uma vida humilde em defesa dos desprotegidos;
- Na mesma época nasceram e expandiram-se novas escolas, junto das catedrais ou com carácter mais autónomo - Os Estudos Gerais e Universidades;
- Em Portugal, o Estudo Geral foi criado em 1290 (em Lisboa) no reinado de D. Dinis;
- Entre os finais do século X e o século XIII, a Europa rural cobriu-se de igrejas e mosteiros em estilo românico - igejas com planta em cruz latina, paredes grossas e com poucas aberturas, com arcos de volta perfeita, abóbadas de berço e contrafortes;
- Quanto à pintura e à escultura, representavam cenas religiosas e estavam ao serviço da Igreja, sendo um meio de doutrinar as populações analfabetas;
- Em Portugal, o românico predomina no Norte e no Centro, surgindo em pequenas igrejas rurais e nas catedrais de Braga, Porto, Coimbra, Lisboa e Évora.
sexta-feira, 15 de março de 2013
MÚSICA MEDIEVAL
A vida na época era complicada, como vocês já sabem e, entre guerras, doenças e falta de alimento havia que aproveitar todos os momentos de alegria. Não pensem que as pessoas daquela época não se divertiam, pelo contrário. E uma das provas disso é o desenvolvimento da música que começa a ter uma certa importância no quotidiano. Aqui fica alguma da música profana que se fazia naquela época.
Algumas delas eram feitas para dançar, como estas duas que se seguem, vejam lá se não apetece bater o pézinho:
Dois exemplos de instrumentos muito populares na Idade Média, particularmente entre as senhoras, a harpa e a dulcima:
Espero que tenham gostado desta viagem musical até à Idade Média.
quarta-feira, 13 de março de 2013
O AMOR CORTÊS E A SUA INFLUÊNCIA NA LITERATURA
Na vivência cortesã do quotidiano está presente o ideal cavaleiresco, conjugando a bravura e os costumes palacianos. Os cavaleiros ocupam o tempo com a caça e as justas, colocando à prova a sua destreza, procurando corresponder ao ideal de cavalaria: o cavaleiro tem de ser bom, justo, educado e refinado, capaz de amar delicadamente a sua dama. Para a educação deste cavaleiro muito contribuíram os romances de cavalaria, como " Le Roman de la Rose" (O Romance da Rosa) ou "Amadis de Gaula".
O amor cortês floresce nas cortes régias e senhoriais submetido a um conjunto de regras. Este é um amor essencialmente espiritual. A dama, por sua vez, deverá corresponder a um tipo idealizado - bela mas recatada. Ela é o motivo de inspiração.
A poesia trovadoresca anima os serões com os seus versos cantados pelos jograis. É através dela que se propaga o amor cortês, elemento essencial da sociabilidade cortesã.
O amor cortês floresce nas cortes régias e senhoriais submetido a um conjunto de regras. Este é um amor essencialmente espiritual. A dama, por sua vez, deverá corresponder a um tipo idealizado - bela mas recatada. Ela é o motivo de inspiração.
A poesia trovadoresca anima os serões com os seus versos cantados pelos jograis. É através dela que se propaga o amor cortês, elemento essencial da sociabilidade cortesã.
O IDEAL DE CAVALARIA E O AMOR CORTÊS
Os romances de cavalaria revelaram-se muito populares na Idade Média e neles se destacam os códigos de conduta medieval e cavaleiresca. Assim, o juramento da investidura do cavaleiro pressupunha um ideal tendente a desenvolver o misticismo e o espírito cristão, a fidelidade e a noção de honra e, ao mesmo tempo, a firmar os vínculos da sociedade feudal.
Tristão e Isolda é uma história lendária sobre o trágico amor entre o cavaleiro Tristão, originário da Cornualha (Grã-Bretanha), e a princesa irlandesa Isolda. De origem medieval, a lenda foi contada e recontada em muitas e diferente
s versões ao longo dos séculos. O mito de Tristão e Isolda tem origem em lendas que circulavam entre os povos celtas do norte da Europa, ganhando forma escrita na segunda metade do século XII. A história de Tristão e Isolda foi amplamente difundida por toda a Europa nos séculos seguintes (por vezes misturada com as lendas do Rei Artur e dos Cavaleiros da Távola Redonda), terá inspirado William Shakespeare a escrever Romeu e Julieta, no século XVI, e deu origem a uma famosa ópera de Richard Wagner, no século XIX.
"
Estes romances costumam agrupar-se em ciclos, sendo os mais conhecidos o ciclo carolíngio, com as aventuras de Carlos Magno e seus cavaleiros na luta contra os mouros - destaca-se "La Chanson de Roland" (a Canção de Rolando); e o ciclo bretão, que conta as aventuras dos cavaleiros da Távola Redonda, reunidos em torno do rei Artur, com a sua mítica espada - Excalibur - que lutam contra os Saxões e buscam o Santo Graal.
Para quem sentir curiosidade recomendo o visionamento do filme Excalibur.
Relacionado com este ciclo, surge-nos a história de Tristão e Isolda.
Tristão e Isolda é uma história lendária sobre o trágico amor entre o cavaleiro Tristão, originário da Cornualha (Grã-Bretanha), e a princesa irlandesa Isolda. De origem medieval, a lenda foi contada e recontada em muitas e diferente
s versões ao longo dos séculos. O mito de Tristão e Isolda tem origem em lendas que circulavam entre os povos celtas do norte da Europa, ganhando forma escrita na segunda metade do século XII. A história de Tristão e Isolda foi amplamente difundida por toda a Europa nos séculos seguintes (por vezes misturada com as lendas do Rei Artur e dos Cavaleiros da Távola Redonda), terá inspirado William Shakespeare a escrever Romeu e Julieta, no século XVI, e deu origem a uma famosa ópera de Richard Wagner, no século XIX.quinta-feira, 7 de março de 2013
ARTE MUDÉJAR
Estilo artístico que se desenvolveu entre os séculos XII e XVI nos reinos cristãos da península Ibérica, que incorpora influências, elementos ou materiais de estilo Hispano-muçulmano.
Trata-se de um período da arte cristã no qual surge a decoração islâmica, que já era praticada pelos mudéjares (mouriscos), povos de religião e cultura islâmica que sobreviveram nos reinos cristãos após a Reconquista cristã dos seus territórios e que, mediante o pagamento de um imposto, conservaram o direito à prática da sua religião e um "status" jurídico próprio. Outros autores pretendem ainda que o estilo representa uma reacção cultural islâmica peninsular contra os estilos europeus que se afirmavam nos territórios reconquistados pelos cristãos.
A arte mudéjar não se constitui num estilo artístico unitário, apresentando características particulares em cada região. Nesse sentido, destacam-se o mudéjar toledano, o leonês, o aragonês e o andaluz.
Em Portugal também se conservam exemplos de arquitectura mudéjar, embora com menor intensidade e com uma decoração muito mais simples que em Espanha.
Foi praticada sobretudo na Espanha pós-Reconquista pela abundante mão-de-obra moura e pelo seu peculiar sistema de trabalho que utilizava materiais mais baratos, acessíveis e de grande efeito ornamental (por exemplo o tijolo).
Na arquitectura mudéjar foram usados elementos estruturais tipicamente islâmicos como as torres-minaretes; os tectos com sistemas de armação em madeira, de tradição almóada; um fantástico trabalho de carpintaria; e composições formais e decorativas rítmicas.
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