O canto gregoriano é um género de música vocal monofónica, monádica (só uma melodia), não acompanhada, ou acompanhada apenas pela repetição da voz principal com o organum, com o ritmo livre e não medido, utilizada pelo ritual da liturgia católica romana, a ideia central do cantochão ocidental.
Contudo o adjectivo gregoriano só lhe foi atribuído após a reforma implementada no final do séc. VI, reordenando as liturgias da missa e do oficio divino e dando-lhe a forma que sobreviveu quase inalterada até aos nossos dias.
As características foram herdadas dos salmos judaicos, assim como dos modos (ou escalas, mais modernamente) gregos, que no século VI foram seleccionados e adaptados por Gregório Magno para serem utilizados nas celebrações religiosas da Igreja Católica.
Desde o seu aparecimento que a música cristã foi uma oração cantada, que devia realizar-se não de forma puramente material, mas com devoção. O texto era, pois, a razão de ser do Canto Gregoriano.
Assim, o canto Gregoriano jamais poderá ser entendido sem o texto, o qual tem primazia sobre a melodia, dando-lhe sentido. Por isso, os cantores devem compreender bem o seu sentido antes de o interpretar.
O cântico gregoriano foi o mais antigo rico e artístico do manancial melódico medieval. Dele derivou a música erudita cristã e foi a base da tradição musical até ao Barroco.


