Blog de HCA da turma 2P3 do Curso Profissional Técnico de Multimédia da Escola Secundária Leal da Câmara
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
domingo, 23 de dezembro de 2012
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
A PROPÓSITO DA ROMANIZAÇÃO DA PENÍNSULA IBÉRICA - UM EXEMPLO PORTUGUÊS: CONÍMBRIGA
Nos últimos anos antes de Cristo, os romanos apoderaram-se do Castro de Conímbriga e fundaram aqui uma cidade. Não há muitas informações sobre a população que os romanos encontraram. Porém à escassez destes, opõem-se abundantes vestígios do período romano e dos que se lhe seguiram. Os romanos adaptaram o seu urbanismo geométrico à povoação pré-existente e construíram um aqueduto, um forum, termas... Dotaram a cidade de casas ricamente construídas e decoradas , as domus, com avançados sistemas de canalização e esgotos e também de bairros habitacionais e comerciais, as insulae. A cidade foi toda demarcada por uma vasta muralha.
Com a passagem de civitates a municipium, por volta de 70-80, a cidade foi enobrecida, o forum foi ampliado e consagrado ao culto imperial e as termas foram substituídas por outras de maior grandeza.No século III, surgem rumores de ataques ao Império por parte dos povos bárbaros. Em Conímbriga constrói-se uma muralha que corta parte da cidade. Esta muralha tem um objectivo claramente defensivo e na sua construção foram utilizados materiais retirados de edifícios abandonados.
A cidade sobrevive até finais do século VI, mas acaba por sucumbir às mãos dos bárbaros e da falta de água, transferindo-se a sede de bispado, que entretanto se instalara após a oficialização do cristianismo como religião oficial do Império, para Aeminium. O próprio nome se desloca e transforma-se em Colimbria e, mais tarde, em Coimbra.
Da visita destaca-se:
O forum é um conjunto monumental constituído por uma série de construções com funções específicas - praça pública, templo, mercado, tribunal ... - construído no tempo do Imperador Augusto. Coexistiu com o bairro indígena, cujos vestígios ainda se podem observar a norte do templo sob estruturas actuais. O segundo forum data dos finais do século I. Foi em parte construído sobre o anterior e dedicou-se exclusivamente à função religiosa do culto imperial.

Esta tentativa de reconstrução do forum permite ter uma ideia das proporções do espaço e da altura das colunas dos pórticos.
O centro monumental das termas do Sul: são duas construções sobrepostas. Trata-se de um balneário do tempo de Augusto com frigidário (frigidarium), tepidário (tepidarium) e caldário (caldarium) e outros banhos maiores do período entre Flávio e Trajano, onde sobressaiem a piscina (natatio) e o ginásio (palestra).
A reconstrução da natatio.

Este era o espaço da palestra antes desta reconstrução, que apesar de parecer bem na foto, deixa muito a desejar.
Instalações das antigas termas.
Vejam só a extensão da "moradia" nesta vista aérea, bem encostadinha à muralha
A muralha e as casas junto a esse sector da cidade
Altas muralhas de 6 metros de altura e 4 metros de grossura!
O sector junto ao aqueduto, onde se pensa terem existido lojas e e até uma estalagem que dava apoio aos que estavam de passagem na estrada para Aeminium
Casa dos Repuxos: casa de peristilo central com lago ajardinado, construída na primeira metade do século II. Pena os repuxos estarem desligados.
Um exemplo dos bonitos mosaicos, feitos com pequenos cubos (tesselas) de calcário, mármore ou vidro. Existem mosaicos geométricos, florais e figurativos.
Esta é uma vista do site arqueológico em que podemos observar a sua localização privilegiada no topo de um promontório rochoso, bem como a área escavada actualmente. Como podemos ver, a grande maioria do terreno está por escavar. Que mais vestigios ainda se poderão encontrar sob toda aquela terra?
A visita de estudo a Conímbriga não pode estar completa sem uma visita ao respectivo Museu Monográfico
E visitamos a reconstrução do peristilo de uma domus romana

A ARQUITECTURA ROMANA
As principais características da arquitectura romana:
- É uma arquitectura caracterizada pela monumentalidade, não só pelo o espaço que ocupa, mas também pelo seu significado. Isto decorre também da ideia da imortalidade do Império.
- É uma arquitectura utilitária, prática, funcional, ou seja, de sentido pragmático. Por esta razão e também pela própria estrutura do Estado, aparecem novas construções, com um grande desenvolvimento da arquitectura civil e militar: basílicas, termas, etc.
- É uma arquitectura dinâmica, resultado da utilização de alguns elementos construtivos como o arco e a abóbada.
- Os materiais utilizados são muito variados: pedras cortadas em blocos, argamassa, tijolo, alvenaria, madeira… Quando o material era pobre eram muitas vezes revestidos com estuque, lajes de mármore ou ornamentados com mosaicos ou pinturas.
- Usa a ordem dórica, jónica e coríntia, mas a mais usada foi a ordem compósita. Também foi muito frequente a sobreposição das ordens arquitectónicas em edifícios muito altos. Normalmente no andar térreo era usada a ordem dórica, no meio a jónica e, no superior, a coríntia. Os capitéis, em geral, apresentam motivos com maior liberdade do que na Grécia e há alguns com figuração. Aparecem grinaldas e bucranios (crânio de cabeça de boi que muitas vezes adornava a métopa da ordem dórica) como elementos decorativos.
Principais diferenças entre a Arquitectura Romana e a Grega:
- A romana é uma arquitectura mais ornamentada.
- A novidade dos temas decorativos.
- Maior perfeição dos monumentos.
- Os edifícios têm um grande utilitarismo (pragmatismo).
- A arquitectura é essencialmente civil e militar, em comparação com a arquitectura essencialmente religiosa na Grécia.
- Trata-se de uma arquitectura mais dinâmica face à grega, mais estática.
- O arco, a abóbada e a cúpula são mais frequentemente utilizados, face ao lintel da Grécia.
Apesar destas diferenças, existem muitas semelhanças com a arte grega, pois Roma assimilou numerosos elementos artísticos e arquitectónicos dos países que incorporava no seu Império. Também era frequente empregar artistas nascidos e formados noutras regiões, sendo os principais originários da Grécia.
QUEM NÃO TEM CÃO, CAÇA COM GATO
Como não nos podemos deslocar a Espanha para visitar os vestígios da capital da província romana da Lusitânia (Emérita Augusta), aqui ficam algumas imagens para poderem apreciar a sua monumentalidade.
Várias perspectivas do fantástico teatro, onde hoje ainda se realiza o Festival de Teatro Clássico de Mérida, no Verão entre Junho e Julho;
Várias perspectivas do fantástico teatro, onde hoje ainda se realiza o Festival de Teatro Clássico de Mérida, no Verão entre Junho e Julho;



Os monumentais aquedutos que transportavam a água para o abastecimento da cidade;


O que resta do circo;

Diferentes perspectivas do anfiteatro;


O que resta de uns sanitários públicos nas imediações do anfiteatro e do teatro;

A imponente ponte romana sobre o Guadiana, que teve circulação automóvel até há bem pouco tempo atrás;

Perspectiva do fabuloso Museu Romano de Mérida.

EMÉRITA AUGUSTA (MÉRIDA) UM EXEMPLO DO URBANISMO ROMANO
Planta-tipo de uma cidade romana
A urbe está rodeada de uma muralha (com torres de vigia) e tem planta rectangular. A cidade divide-se em módulos, separados entre si por ruas paralelas de dimensões iguais. Duas ruas, no entanto, têm dimensões maiores: o Cardo (sentido N-S) e o Decumanus (sentido E-O), desembocando cada uma delas nas quatro portas da cidade. No local em que estas duas ruas se cruzam fica o fórum e o mercado, ou seja: os espaços e edifícios mais importantes.
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
O PRAGMATISMO DA CULTURA ROMANA: O TRAÇADO URBANÍSTICO E OS EDIFÍCIOS
Mais centralizada do que a cidade grega, organizava-se em torno de um fórum;
• FÓRUM: centro administrativo e religioso da cidade romana, era uma grande praça pública e centro da vida pública (política, religiosa, comercial); tinha forma rectangular, com uma área destinada a reuniões ao ar livre, rodeada de colunatas e de edifícios religiosos e administrativos;
• Dos vários edifícios do Fórum, destacam-se:
- a Cúria: onde se reunia o Senado (conselho de notáveis que governavam a cidade);
- a Basílica: servia de tribunal público e de sala de reuniões;
• No fórum e suas imediações erguiam-se os principais templos da cidade (a tríade nacional – Júpiter/Juno/Minerva – simbolizava a presença e poder dos Romanos, no templo do Capitólio);
Foram acrescentados novos espaços ao velho fórum romano, os fóruns imperiais, o que mostra o gosto pela monumentalidade que reflectia a glória de Roma e dos seus imperadores. Esse gosto está patente em quase todo o tipo de construções:
• Bibliotecas e mercados públicos – situados junto aos fóruns;
• Termas – estabelecimentos de banhos públicos, dotados de salas de temperaturas diferentes, vestiários, piscinas de água quente e fria, palestras (onde se praticava ginástica), salas de descanso, de massagens, de reuniões. Para além da higiene, o banho era um momento cultural e civilizacional;
• Aquedutos – para conduzir a água dos reservatórios naturais até aos fontanários públicos e às casas particulares;
• FÓRUM: centro administrativo e religioso da cidade romana, era uma grande praça pública e centro da vida pública (política, religiosa, comercial); tinha forma rectangular, com uma área destinada a reuniões ao ar livre, rodeada de colunatas e de edifícios religiosos e administrativos;
• Dos vários edifícios do Fórum, destacam-se:
- a Cúria: onde se reunia o Senado (conselho de notáveis que governavam a cidade);
- a Basílica: servia de tribunal público e de sala de reuniões;
• No fórum e suas imediações erguiam-se os principais templos da cidade (a tríade nacional – Júpiter/Juno/Minerva – simbolizava a presença e poder dos Romanos, no templo do Capitólio);
Foram acrescentados novos espaços ao velho fórum romano, os fóruns imperiais, o que mostra o gosto pela monumentalidade que reflectia a glória de Roma e dos seus imperadores. Esse gosto está patente em quase todo o tipo de construções:
• Bibliotecas e mercados públicos – situados junto aos fóruns;
• Termas – estabelecimentos de banhos públicos, dotados de salas de temperaturas diferentes, vestiários, piscinas de água quente e fria, palestras (onde se praticava ginástica), salas de descanso, de massagens, de reuniões. Para além da higiene, o banho era um momento cultural e civilizacional;
• Aquedutos – para conduzir a água dos reservatórios naturais até aos fontanários públicos e às casas particulares;
• Anfiteatros – local de diversão, palco de lutas com animais selvagens e com gladiadores; o mais conhecido é o Coliseu de Roma (séc. I);
• Circos – onde se realizavam as corridas de cavalos e de carros;
• Teatros – ao ar livre, onde se representavam as tragédias e comédias;
• Circos – onde se realizavam as corridas de cavalos e de carros;
• Teatros – ao ar livre, onde se representavam as tragédias e comédias;
• Casas de habitação – de dois tipos:
- a domus: casa particular, onde moravam os cidadãos mais ricos (em Roma, espalhavam-se pelas colinas), com jardim interior, atrium, piscina e outras comodidades;
- a insula – casa colectiva alugada, lembrando os actuais imóveis, alta e frágil, construída em tijolo e madeira, que ruía com frequência ou era vítima de incêndios.
- a domus: casa particular, onde moravam os cidadãos mais ricos (em Roma, espalhavam-se pelas colinas), com jardim interior, atrium, piscina e outras comodidades;
- a insula – casa colectiva alugada, lembrando os actuais imóveis, alta e frágil, construída em tijolo e madeira, que ruía com frequência ou era vítima de incêndios.
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
terça-feira, 6 de novembro de 2012
A IMPORTÂNCIA DAS VIAS ROMANAS NA UNIFICAÇÃO DO IMPÉRIO
As estradas romanas
A construção das calçadas romanas da rede oficial devia-se à iniciativa das autoridades imperiais e estavam sob a direcção do exército, mas eram executadas à custa e com o trabalho das comunidades tribais e locais por cujo território transitavam.
Em primeiro lugar, era planificado o traçado, em segundo lugar, era aberta a caixa da via e, a seguir, eram construídos os muros, parapeitos, vaus e pontes e a fixação de marcos miliários em cada uma das milhas estabelecidas. Contudo, não só era necessário construir, como também conservar as vias ano após ano, daí os numerosos testemunhos dos vários imperadores romanos.
O DIREITO ROMANO NA UNIFICAÇÃO DO IMPÉRIO
O Direito romano foi um dos maiores agentes da romanização ao conceder a cidadania romana, por etapas, a todos os habitantes do Império.
O Título de “cidadão romano” conferia, juridicamente, vários direitos distintos:
Possuir e transmitir propriedade;
Proceder a uma acção judicial;
Contrair matrimónio legítimo;
Participar do sacerdócio;
Direito de voto nas assembleias;
Proceder a uma acção judicial;
Contrair matrimónio legítimo;
Participar do sacerdócio;
Direito de voto nas assembleias;
Ser elegível para as magistraturas (e para o Senado).
O CULTO IMPERIAL NA UNIFICAÇÃO DO IMPÉRIO
O culto imperial em Conímbriga
«Culto Imperial
O fórum foi o polo central do culto imperial na cidade. Este culto era, por sua vez, o elemento essencial de agregação política e ideológica das cidades com Roma.
Uma das formas mais efectivas de promoção do culto imperial era a sua associação a cultos estabelecidos, mediante a invocação de outros deuses com o epíteto de Augusto: conhecem-se assim em Conimbriga dedicatórias a Apolo, Augusto e a Marte Augusto; mas o mesmo epíteto se podia aplicar a divindades indígenas de natureza desconhecida como os Remetes.
O culto imperial, todavia, não dispensava a devoção directa ao Imperador, aos seus ancestrais divinizados e aos outros elementos da sua família.
A primeira imagem imperial existente em Conimbriga terá sido uma figura togada de Caio, chamado Calígula, que reinou entre 37 e 41, morrendo vítima de uma conspiração, tendo-se procedido à chamada “damnatio memoriae”, o que terá acarretado que a estátua teve de ser retrabalhada no sentido de a fisionomia do imperador louco ser substituída pela do seu respeitabilíssimo avô Augusto.»
O fórum foi o polo central do culto imperial na cidade. Este culto era, por sua vez, o elemento essencial de agregação política e ideológica das cidades com Roma.
Uma das formas mais efectivas de promoção do culto imperial era a sua associação a cultos estabelecidos, mediante a invocação de outros deuses com o epíteto de Augusto: conhecem-se assim em Conimbriga dedicatórias a Apolo, Augusto e a Marte Augusto; mas o mesmo epíteto se podia aplicar a divindades indígenas de natureza desconhecida como os Remetes.
O culto imperial, todavia, não dispensava a devoção directa ao Imperador, aos seus ancestrais divinizados e aos outros elementos da sua família.
A primeira imagem imperial existente em Conimbriga terá sido uma figura togada de Caio, chamado Calígula, que reinou entre 37 e 41, morrendo vítima de uma conspiração, tendo-se procedido à chamada “damnatio memoriae”, o que terá acarretado que a estátua teve de ser retrabalhada no sentido de a fisionomia do imperador louco ser substituída pela do seu respeitabilíssimo avô Augusto.»
Fonte: Conímbriga
AINDA A PROPÓSITO DOS LEGIONÁRIOS
Este pequeno excerto da série de televisão "Roma" mostra em cerca de um minuto as bases da organização das legiões: disciplina, organização e domínio das técnicas/tácticas de combate.
LEGIONÁRIOS E ACAMPAMENTOS
"O exército romano encontrava-se muito bem organizado, ainda que a sua estrutura tenha mudado ao longo dos tempos. Na época de Júlio César, a unidade mínima era a centúria, composta por 80 homens e comandada por um centurião. Duas centúrias eram um manípulo e três manípulos compunham uma coorte com 480 legionários. Uma legião era constituída por dez coortes, que em batalha formavam três filas.
O equipamento básico de um legionário era composto por um elmo, um protector dorsal ou cota de malha, um escudo circular ou rectangular, uma adaga, uma espada e uma lança.
As legiões montavam acampamentos sempre da mesma forma, ainda que o tamanho variasse consoante se destinasse a uma coorte, uma legião ou várias.
Se o exército ficava estacionado durante muito tempo, o acampamento convertia-se em semi-permanente ou permanente (aquartelamento), sendo montado com materiais mais resistentes e duradouros. Rodeado por um fosso e um muro de planta rectangular, era cruzado por duas vias que davam acesso a quatro portas. Os seus pontos principais eram o praetorium, onde se localizava o Estado Maior, e o forum onde se reuniam os legionários em parada. As legiões dispunham-se em fileiras paralelas de tendas, em cujas pontas ficavam as dos centuriões.
Os legionários ingressavam no exército, após um período de instrução militar, onde serviam durante vinte anos.
Os acampamentos dos legionários, espalhados pelo Império, asseguravam a protecção das províncias de tão vasto território (que abarcava 60 milhões de habitantes)."
Fonte: arteHistoria
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
MAS QUE DIA É HOJE?
O Halloween é uma festa comemorativa celebrada todos os anos no dia 31 de Outubro, véspera do dia de Todos os Santos. Realiza-se em muitos países ocidentais, porém é mais representativa nos Estados Unidos, país onde chegou levada pelos imigrantes irlandeses, em meados do século XIX.
A história do Dia das Bruxas tem mais de 2500 anos. Surgiu entre os celtas, sendo um festival do calendário celta, o festival de Samhain, celebrado entre 30 de Outubro e 2 de Novembro e que marcava o fim do Verão. Pouco se sabe sobre a religião dos druidas celtas, pois não se escreveu nada sobre ela: tudo era transmitido oralmente de geração em geração. Apenas se sabe que as festividades do Samhain incluiam uma série de festejos que davam início ao ano novo celta. A “festa dos mortos” era uma das suas datas mais importantes, pois celebrava o que para nós seriam “o céu e a terra” (conceitos que só chegaram com o cristianismo). Para os celtas, o lugar dos mortos era um lugar de felicidade perfeita, onde não haveria fome nem dor. A festa era celebrada com rituais presididos pelos sacerdotes druidas, em memória dos antepassados. Dizia-se também que os espíritos dos mortos voltavam nessa data para visitar os seus antigos lares e guiar os seus familiares rumo ao outro mundo.
Por ser uma festa pagã foi condenada na Europa durante a idade Média, quando passou a ser chamada Dia das Bruxas. Aqueles que comemoravam esta data eram perseguidos e condenados à fogueira.
Na celebração actual do Halloween, existem assim muitos elementos ligados ao folclore em torno da bruxaria. As fantasias, enfeites e outros itens comercializados nesta ocasião estão repletos de bruxas, gatos pretos, vampiros, fantasmas e monstros.
A história do Dia das Bruxas tem mais de 2500 anos. Surgiu entre os celtas, sendo um festival do calendário celta, o festival de Samhain, celebrado entre 30 de Outubro e 2 de Novembro e que marcava o fim do Verão. Pouco se sabe sobre a religião dos druidas celtas, pois não se escreveu nada sobre ela: tudo era transmitido oralmente de geração em geração. Apenas se sabe que as festividades do Samhain incluiam uma série de festejos que davam início ao ano novo celta. A “festa dos mortos” era uma das suas datas mais importantes, pois celebrava o que para nós seriam “o céu e a terra” (conceitos que só chegaram com o cristianismo). Para os celtas, o lugar dos mortos era um lugar de felicidade perfeita, onde não haveria fome nem dor. A festa era celebrada com rituais presididos pelos sacerdotes druidas, em memória dos antepassados. Dizia-se também que os espíritos dos mortos voltavam nessa data para visitar os seus antigos lares e guiar os seus familiares rumo ao outro mundo.
Por ser uma festa pagã foi condenada na Europa durante a idade Média, quando passou a ser chamada Dia das Bruxas. Aqueles que comemoravam esta data eram perseguidos e condenados à fogueira.
Na celebração actual do Halloween, existem assim muitos elementos ligados ao folclore em torno da bruxaria. As fantasias, enfeites e outros itens comercializados nesta ocasião estão repletos de bruxas, gatos pretos, vampiros, fantasmas e monstros.
Com o objectivo de diminuir as influências pagãs na Europa Medieval, a Igreja cristianizou a festa, criando o Dia de Todos os Santos e o Dia de Finados (1 e 2 de Novembro). Desde o século IV que há noticia de a Igreja consagrar um dia para festejar “Todos os Mártires”. Três séculos mais tarde o Papa Bonifácio IV transformou um templo romano dedicado a todos os deuses (panteão) num templo cristão e dedicou-o a “Todos os Santos”, ou seja, a todos os que nos antecederam na fé.
Como festa grande, esta também ganhou a sua celebração vespertina ou vigília, que prepara a festa no dia anterior (31 de Outubro). Na tradução para o inglês, essa vigília era chamada All Hallow’s Eve (Vigília de Todos os Santos ou Espíritos), passando depois pelas formas All Hallowed Eve e “All Hallow Een” até chegar à palavra actual “Halloween”. terça-feira, 30 de outubro de 2012
O IMPÉRIO ROMANO - UM MUNDO DE CIDADES
A cultura romana estava intimamente ligada à cidade, entendida, tal como na Grécia, não como um simples conjunto de edifícios, mas como uma associação destinada a satisfazer hábitos, necessidades e interesses comuns aos que nela habitavam. Para além disso, os romanos consideravam as cidades como células ideais de administração, já que nelas se concentravam as instituições governativas.
Uma das primeiras tarefas, após a conquista, foi a reorganização ou a criação de centros urbanos: em regiões como a Grécia, onde o sistema de cidade já era antigo, os Romanos souberam respeitar a sua forma de funcionamento limitando-se a introduzir pequenas alterações; noutros locais, como a Gália ou a Península Ibérica, onde as cidades eram raras ou mesmo inexistentes, os Romanos apressaram-se a criá-las, proporcionando-lhes as condições necessárias ao seu desenvolvimento.
Assim, o Império Romano era um mundo de cidades dotadas de relativa autonomia, capazes de resolver localmente muitos dos seus problemas. E era sobre este espaço urbanizado que Roma estendia o seu domínio, impondo-se como modelo a seguir. Roma era a urbe por excelência, o centro de poder, o coração do Império.
A pedido de algumas famílias, aqui está a tradução:
«A expansão do mundo romano baseou-se numa rede de milhares de cidades por todo o império, que difundiram o estilo de vida urbano. Esta reconstrução de uma cidade ideal, servirá para descrever os seus elementos com mais pormenor.
Todos os grandes centros populacionais foram protegidos por uma muralha, que se abria em várias portas. Muito importante era o fórum ou praça pública, um espaço aberto de carácter monumental.
Para garantir o abastecimento de água, os engenheiros romanos construíram longos aquedutos, que abasteciam a cidade a partir de grandes distâncias. As termas eram um dos edifícios básicos para toda a cidade, já que os romanos eram grandes apreciadores dos banhos públicos. Nelas, os cidadãos podiam gozar os seus tempos livres, fazer ginástica ou receber massagens.
A sociedade romana investiu muito do seu tempo em assistir a espectáculos, que eram apresentadas em teatros, circos e anfiteatros.
Os anfiteatros, onde se faziam combates de gladiadores, eram construídos de acordo com o modelo do Coliseu de Roma, o qual albergava até 50.000 espectadores.
Outra importante construção foi o circo. Nele se faziam espectáculos como as corridas de quadrigas. Para isso tinha uma pista oval, dividida por um muro central adornada com estátuas e troféus, enquanto dos lados se situavam as bancadas.
Mas na cidade romana também havia edifícios dedicados ao culto, como igrejas ou templos. Estes últimos albergavam as múltiplas divindades do panteão romano e, apesar dos diferentes tipos, caracterizavam-se sempre pela sua simplicidade e equilíbrio.
Finalmente, as cidades romanas caracterizavam-se pelo conjunto de casas multicores, agrupadas em quarteirões mais ou menos regulares. Os mais afortunados, moravam em casas de um só piso. Estas tinham um átrio ou pátio central, por onde se acedia às principais divisões, algumas decoradas com mosaicos.»
Fonte: arteHistoria
AS INSTITUIÇÕES IMPERIAIS E O PODER DO IMPERADOR
O GOVERNO DE AUGUSTO ASSENTOU EM 3 PILARES:
Poder tribunício (tribunícia potestas): Conferido vitaliciamente em 23 a.C., garantia-lhe amplos poderes legislativos (convocar e presidir ao senado e aos Comícios e submeter-lhes projectos e propostas de lei), poder que se estendia sobre todo o Império e garantia a inviolabilidade ao Imperador e o direito de veto (intercessio) contra o senado e os outros magistrados.
Império proconsular: garantia-lhe um imperium (poder) de carácter civil, militar e judicial sobre todo o Império; além de comandante supremo do exército (imperator), supervisionava a administração, controlava a cunhagem de moeda e era a última instância em matéria judicial.
Pontificado máximo (pontifex maximus): recebeu-o em 12 a.C., e através deste poder presidia à vida religiosa (fixava o calendário, recrutava e demitia sacerdotes, fiscalizava-os, decidia das transformações religiosas e da direcção moral do Império).
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