quinta-feira, 15 de novembro de 2012

O PRAGMATISMO DA CULTURA ROMANA: O TRAÇADO URBANÍSTICO E OS EDIFÍCIOS


Mais centralizada do que a cidade grega, organizava-se em torno de um fórum;
• FÓRUM: centro administrativo e religioso da cidade romana, era uma grande praça pública e centro da vida pública (política, religiosa, comercial); tinha forma rectangular, com uma área destinada a reuniões ao ar livre, rodeada de colunatas e de edifícios religiosos e administrativos;
• Dos vários edifícios do Fórum, destacam-se:
- a Cúria: onde se reunia o Senado (conselho de notáveis que governavam a cidade);
- a Basílica: servia de tribunal público e de sala de reuniões;
• No fórum e suas imediações erguiam-se os principais templos da cidade (a tríade nacional – Júpiter/Juno/Minerva – simbolizava a presença e poder dos Romanos, no templo do Capitólio);



Foram acrescentados novos espaços ao velho fórum romano, os fóruns imperiais, o que mostra o gosto pela monumentalidade que reflectia a glória de Roma e dos seus imperadores. Esse gosto está patente em quase todo o tipo de construções:
• Bibliotecas e mercados públicos – situados junto aos fóruns;
• Termas – estabelecimentos de banhos públicos, dotados de salas de temperaturas diferentes, vestiários, piscinas de água quente e fria, palestras (onde se praticava ginástica), salas de descanso, de massagens, de reuniões. Para além da higiene, o banho era um momento cultural e civilizacional;



• Aquedutos – para conduzir a água dos reservatórios naturais até aos fontanários públicos e às casas particulares;
• Anfiteatros – local de diversão, palco de lutas com animais selvagens e com gladiadores; o mais conhecido é o Coliseu de Roma (séc. I);


• Circos – onde se realizavam as corridas de cavalos e de carros;



• Teatros – ao ar livre, onde se representavam as tragédias e comédias;
• Casas de habitação – de dois tipos:
- a domus: casa particular, onde moravam os cidadãos mais ricos (em Roma, espalhavam-se pelas colinas), com jardim interior, atrium, piscina e outras comodidades;

- a insula – casa colectiva alugada, lembrando os actuais imóveis, alta e frágil, construída em tijolo e madeira, que ruía com frequência ou era vítima de incêndios.

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