Blog de HCA da turma 2P3 do Curso Profissional Técnico de Multimédia da Escola Secundária Leal da Câmara
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
AS CRUZADAS
As Cruzadas são tradicionalmente definidas como expedições de carácter “militar” organizadas pela Igreja Católica, para combaterem os inimigos do Cristianismo e libertarem a Terra Santa (Jerusalém) das mãos dos infiéis.
O movimento estendeu-se desde os fins do século XI até meados do século XIII. O termo Cruzadas passou a designá-lo em virtude dos seus adeptos (os chamados soldados de Cristo) serem identificados pelo símbolo da cruz bordado nas vestes. A cruz simbolizava o contrato estabelecido entre o indivíduo e Deus.
ORDENS MONÁSTICAS
![[s_o_bento_de_n_rsia.jpg]](https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEibqu80XVApD-3IR_jytOIRddJoLCkGMyw7NCT6R3OUGTkxIYmsBrLVfowI2kRF2glXhHurBi5FdGGj4ZXCnONQ9JCmTqWzy7xMFsO_R4d976AYAZmFdv_4dRFEmVjLDAPOv83YQPiq4FM/s1600/s_o_bento_de_n_rsia.jpg)
Estas ordens religiosas são constituídas por membros do clero regular.
Desde o início do Cristianismo existiram homens e mulheres que consagraram a sua vida a Deus. No final do Império Romano, muitos fiéis recém-convertidos abandonaram as suas casas, as suas cidades e refugiaram-se em lugares desertos ou mais isolados, de forma a levarem um modo de vida mais de acordo com aquilo que entendiam que era o modelo de vida de Cristo e dos primeiros cristãos. Por vezes, esses cristãos agrupavam-se em pequenas comunidades, para as quais se tornou necessário criar algumas regras de convivência, e até mesmo um modelo de sociedade que pudesse ser repetido noutros locais. Nasciam, assim, as primeiras ordens.
O primeiro grande codificador e fundador de uma ordem religiosa foi São Bento de Núrsia. A regra propagou-se e criaram-se dezenas de mosteiros por toda a Europa.
A regra era simples e cobria quase todos os aspectos da vida quotidiana de uma comunidade religiosa, definindo tempos de oração, tempos de trabalho, tempos de descanso, bem como os deveres mútuos, a resolução de conflitos, penas...
Posteriormente, outros fundadores foram adaptando a alterando a Regra de São Bento, criando novas comunidades e novas ordens.
A ordem de São Bento é uma ordem religiosa monástica católica que se baseia na observância dos preceitos destinados a regular a convivência comunitária. Foi composta no século VI, em 529 para a abadia de Montecassino, por Bento de Núrsia: a Regula Beneticti. Os monges desta ordem são conhecidos como beneditinos.
A "Regra" deixada por São Bento, tem por princípio fundamental Ora et labora, o que quer dizer "Reza e trabalha."
Os mosteiros beneditinos são sempre dirigidos por um superior que, dependendo da categoria do mosteiro, pode chamar-se de prior ou abade.
O ritmo de vida beneditino tem como eixo principal o Oficio Divino, também chamado de Liturgia das Horas, que se reza sete vezes ao dia, tal como São Bento havia ordenado. Juntamente com a intensa vida de piedade e oração, em cada mosteiro trabalha-se arduamente em diversas actividades manuais e agrícolas para o sustento e o auto-abastecimento da comunidade.
Na Idade Media os monges beneditinos usavam hábito preto, pelo que foram chamados de monges negros, em oposição aos cistercienses, que usam túnica e escapulário branco, denominados monges brancos.
Ao longo da sua história, a Ordem Beneditina passou por muitas reformas, talvez devido à decadência da disciplina no interior dos mosteiros. A primeira reforma importante teve lugar no século X, num mosteiro situado em Cluny (França), tornando-se de tal forma importante que durante grande parte da Idade Média muitos dos mosteiros beneditinos estavam sob o domínio de Cluny, que adquiriu grande poder económico e político e os seus abades chegaram a fazer parte das cortes imperiais e papais. Aliás, muitos Papas foram beneditinos vindos de mosteiros cluniacenses.
Tanto poder levou à decadência da reforma de Cluny, que encontrou substituta na reforma cistercience (de Cister - França), onde se fundou o primeiro mosteiro desta reforma. O principal objectivo da nova reforma era impor o regresso à vida contemplativa, sendo o seu principal impulsionador São Bernardo de Claraval (1090-1153), encarregue da fundação da abadia de Claraval (França), da qual foi abade durante cerca de 40 anos.
Bernardo de Claraval tornou-se no principal conselheiro dos Papas e muitos dos seus monges chegaram, igualmente a ocupar o cargo.
A EUROPA MEDIEVAL
Depois da queda do Império Romano do Ocidente, tem início uma época que se estende, em traços gerais, até ao ano 1000, e a que os historiadores convencionaram denominar Alta Idade Média.
A principal característica deste período é a fragmentação do território europeu, após a desintegração do mundo romano, surgindo inúmeros reinos liderados por povos germânicos (Bárbaros): francos, visigodos, ostrogodos, burgúndios...
Tradicionalmente considerou-se esta Europa da Alta Idade Média como um mundo regido pela barbárie e pela ignorância - uma idade das trevas. Esta visão formou-se, em grande medida, pela comparação entre este período e o do esplendoroso mundo romano, época de grande desenvolvimento da civilização ocidental.
Contudo, deslumbrados pelo mundo romano e pelas suas instituições , os povos bárbaros tentaram, à sua maneira, recuperar o legado latino, de tal forma que o extinto império romano seria sempre uma referência a alcançar.
Uma das tentativas de reconstrução do império romano foi levada a cabo por Carlos Magno, rei dos francos (século VIII), quando uniu sob a mesma coroa extensos territórios: as fronteiras do reino Franco estender-se-ão até à Península Ibérica e à Europa Central (Itália, Alemanha, Saxónia, Dácia...) chegando ao rio Danúbio. Daí o seu cognome Carlos Magnus (Grande), que se fez coroar como imperador, em Roma, pelo Papa Leão III, igualando-se aos imperadores do Oriente, assumidos como os autênticos herdeiros dos imperadores romanos.
Os seus projectos de criação de um grande império depararam-se, no entanto, com inúmeros problemas:
- primeiro, havia que contar com um novo poder (o da cruz), consolidado durante a última etapa do império romano: o Papado, cada vez mais poderoso, disputa com os príncipes cristãos o poder temporal (o deste mundo);
- por outro lado, no Oriente, mantém-se o verdadeiro herdeiro do império romano, denominado agora Bizantino, que alcança um grande desenvolvimento económico, político e cultural (principalmente no tempo de Justiniano, a idade de ouro bizantina). As relações entre Bizâncio e o Papado, disputando ambos o domínio sobre a cristandade, passarão por momentos de tensão e confronto;
- dividido entre vários poderes, o mundo cristão será obrigado a unir-se para fazer frente a uma ameaça comum: a expansão do Islão. A nova religião liderada por Maomé estende-se desde a Península Arábica tanto para Oriente, até à Índia, como para Ocidente, até às fronteiras do reino Franco. Na Península Ibérica, o mundo muçulmano terá uma definição própria, Al-Andaluz, criando um esplendoroso estado islâmico com capital em Córdova. A partir desse momento, e nos séculos seguintes, o Islão desempenhará um papel de relevo nas relações internacionais;
- a intenção de restaurar o esplendoroso passado romano chocará também com a multiplicidade de poderes existente. A nobreza feudal acumula os seus próprios poderes: domínios territoriais, exércitos próprios, alianças familiares, exploração das populações rurais em seu benefício. Perante os nobres, o poder do rei tem pouca base de sustentação, sendo considerado quase como o "primeiro entre iguais".
Perante a nobreza guerreira, numa época de grande servidão, o povo refugia-se na fé cristã, fortemente disseminada a partir dos inúmeros mosteiros criados de acordo com a Regra de São Bento. Verdadeiros oásis de paz num mundo em convulsão, seguindo a máxima "reza e trabalha" (ora et labora) a leitura e o trabalho convertem-se em métodos de aproximação a Deus.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
O FIM DO MUNDO ANTIGO

No processo de invasão e formação dos reinos bárbaros, deu-se ao mesmo tempo, a “barbarização” das populações romanas e a “romanização” dos bárbaros.
Na economia, a Europa adoptou as práticas económicas germânicas, voltadas para a agricultura, onde o comércio era de pequena importância.
Apesar de dominadores, os bárbaros não tentaram destruir os resquícios da cultura romana; ao contrário, em vários aspectos, assimilaram-na e revigoraram-na.
Apesar de dominadores, os bárbaros não tentaram destruir os resquícios da cultura romana; ao contrário, em vários aspectos, assimilaram-na e revigoraram-na.
Isso deu-se, por exemplo, na organização política. Estes povos, que tinham uma primitiva organização tribal, adoptaram parcialmente a instituição monárquica e algumas normas da administração romana.
Muitos povos bárbaros adoptaram o latim como língua oficial.
Os novos reinos converteram-se progressivamente ao catolicismo e aceitaram a autoridade da Igreja Católica, à cabeça da qual se encontrava o bispo de Roma.
Com a ruptura da antiga unidade romana, a Igreja Católica tornou-se a única instituição universal europeia. Essa situação deu-lhe uma posição invejável durante toda a Idade Média.
Com a ruptura da antiga unidade romana, a Igreja Católica tornou-se a única instituição universal europeia. Essa situação deu-lhe uma posição invejável durante toda a Idade Média.
OS REINOS BÁRBAROS

• Francos: estabeleceram-se na região da actual França e fundaram o Reino Franco;
• Lombardos: invadiram a região norte da Península Itálica;
• Anglos e Saxões: penetraram e instalaram-se no território da actual Inglaterra;
• Burgúndios: estabeleceram-se no sudoeste da França;
• Visigodos: instalaram-se na região da Gália, Itália e Península Ibérica;
• Suevos: invadiram e habitaram a Península Ibérica;
• Vândalos: estabeleceram-se no norte da África e na Península Ibérica;
• Ostrogodos: invadiram a região da actual Itália.
A AFIRMAÇÃO DO CRISTIANISMO NO IMPÉRIO ROMANO
O papel do Imperador Constantino na afirmação do Cristianismo no Império Romano
- Favoreceu e enriqueceu a Igreja, inseriu na legislação imperial os princípios da moral cristã e no final da vida chegou a aceitar o baptismo.
O papel do Imperador Teodósio na afirmação do Cristianismo no Império Romano
Teodósio nasceu em Espanha por volta de 346 e faleceu em Milão em 17 de Janeiro de 395.
- Proibiu também os Jogos Olímpicos, considerados pagãos.
O Concílio de Constantinopla (381), já tinha reconhecido o primado do bispo de Roma sobre todo o mundo cristão
Constantino (272 – 337; governou de 324 a 337) entrou na História como o primeiro imperador romano a professar o cristianismo, na sequência da sua vitória sobre Maxêncio na Batalha da Ponte Mílvio, em 28 de Outubro de 312, perto de Roma, que ele mais tarde atribuiu ao Deus cristão.
Aquando da sua entrada solene em Roma em 312, Constantino recusou-se a subir ao Capitólio para prestar culto a Júpiter.
- Em 313 publicou o Édito de Milão – concede a liberdade de culto e a igualdade de direitos aos Cristãos, decretando a restituição dos bens anteriormente confiscados à Igreja. Os Cristãos deixaram a clandestinidade das reuniões e passaram a fazê-lo nas suas basílicas.
- Em 325 convocou um concílio ecuménico – o Concílio de Niceia, para organizar hierarquicamente a Igreja; condenou as heresias, instaurou o cesaropapismo (supremacia do Estado sobre a Igreja) e determinou o carácter universal do Cristianismo - comunidade única de fiéis.
- Favoreceu e enriqueceu a Igreja, inseriu na legislação imperial os princípios da moral cristã e no final da vida chegou a aceitar o baptismo.
O papel do Imperador Teodósio na afirmação do Cristianismo no Império Romano
Teodósio nasceu em Espanha por volta de 346 e faleceu em Milão em 17 de Janeiro de 395.
- Proclama o Édito de Tessalónica (391), que torna o Cristianismo a religião oficial do Império Romano, sendo imposta a toda a população, abolindo assim todas as práticas politeístas dentro dos domínios do Império (395).
- Proibiu também os Jogos Olímpicos, considerados pagãos.
O Concílio de Constantinopla (381), já tinha reconhecido o primado do bispo de Roma sobre todo o mundo cristão
Subscrever:
Comentários (Atom)