quarta-feira, 13 de março de 2013

O IDEAL DE CAVALARIA E O AMOR CORTÊS

Os romances de cavalaria revelaram-se muito populares na Idade Média e neles se destacam os códigos de conduta medieval e cavaleiresca. Assim, o juramento da investidura do cavaleiro pressupunha um ideal tendente a desenvolver o misticismo e o espírito cristão, a fidelidade e a noção de honra e, ao mesmo tempo, a firmar os vínculos da sociedade feudal. 


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Estes romances costumam agrupar-se em ciclos, sendo os mais conhecidos o ciclo carolíngio, com as aventuras de Carlos Magno e seus cavaleiros  na luta contra os mouros - destaca-se "La Chanson de Roland" (a Canção de Rolando); e o ciclo bretão, que conta as aventuras dos cavaleiros da Távola Redonda, reunidos em torno do rei Artur,  com a sua mítica espada - Excalibur - que lutam contra os Saxões e buscam o Santo Graal.
Para quem sentir curiosidade recomendo o visionamento do filme Excalibur.
Relacionado com este ciclo, surge-nos a história de Tristão e Isolda.



Tristão e Isolda é uma história lendária sobre o trágico amor entre o cavaleiro Tristão, originário da Cornualha (Grã-Bretanha), e a princesa irlandesa Isolda. De origem medieval, a lenda foi contada e recontada em muitas e diferentes versões ao longo dos séculos. O mito de Tristão e Isolda tem origem em lendas que circulavam entre os povos celtas do norte da Europa, ganhando forma escrita na segunda metade do século XII. A história de Tristão e Isolda foi amplamente difundida por toda a Europa nos séculos seguintes (por vezes misturada com as lendas do Rei Artur e dos Cavaleiros da Távola Redonda), terá inspirado William Shakespeare a escrever Romeu e Julieta, no século XVI, e deu origem a uma famosa ópera de Richard Wagner, no século XIX.

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